Quarta-feira, Junho 29, 2005
Ontem vi o Pato Fu no Sempre um papo no Centro Cultural da Caixa. Uma hora de conversa descontraída com a Fernanda, o John e o Ricardo que eu não vi passar, depois os "mini-clipes" das músicas do álbum novo, Toda Cura Para Todo Mal, que tá muito bom (com uma ou outra música que pessoalmente não gostei). E pensar que assistia esses caras de graça na Praça Tiradentes, em Ouro Preto, uns dez anos atrás! Agora Fernanda e John são mamãe e papai e -- impressionante -- eles têm contato com Deus e o mundo! Uma coisa que já sabia da banda ficou muito clara naquela conversa: o Pato Fu só não tem uma fama escancarada, do tipo Skank pra cima (mesma geração de bandas mineiras, afinal) porque não quer. Preferiram a simplicidade do Estúdio Rotomusic e no jeito mineirim de falar.
Assistam os clipes das músicas Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié! (com animação do Laerte) e Amendoim. Se ainda não estiverem no site, serão lançados lá nos próximos meses.
Largado aqui por Pedro às
09:06
Rabisque suas palavras:
Segunda-feira, Junho 27, 2005
Antes da apresentação do Laugi, porém, eu passei um pequeno aperto. Fui à casa da Analu e voltei quase 4 da matina. Acordei umas 9 horas da manhã nem lembro pra quê. Às duas da tarde já estava no CCB, não sem antes cochilar uns quinze minutinhos. Depois de ensaiar a tarde inteira -- ainda bem que foi mais posição de palco do que canto, senão ninguém tinha voz pro concerto -- eu engasguei na última música de uma forma que eu nunca havia engasgado, sem exagero, justamente quando os barítonos fazem solo, e fiquei completamente sem voz. Parecia que as pregas vocais tinham virado do avesso e parado numa região inóspita perto da glote. Fui pra casa sem falar um "a", comi, dormi um pouco, tomei mel, e a voz voltou... ufa! Foi tudo pra deixar a coisa mais emocionante.
Largado aqui por Pedro às
22:01
Rabisque suas palavras:
Apresentação do Laugi no sábado à noite, no CCB. Muito bom! Não lembro de ter errado nada grave apesar de um dia antes estar convicto que não havia decorado duas músicas, justamente as mais perigosas de cair a afinação e embaralhar o coro inteiro. Não caímos (muito) na afinação, cantamos com o timbre certo, a dinâmica certa, e eu preciso de fisioterapia de tanto estalar os dedos -- cinco músicas seguidas estalando não é brincadeira. Não houve uma música que se pudesse dizer "não saiu boa", foi tudo de "bom" pra cima. Enfim, fizemos música, e a platéia adorou, pediu bis e tudo o mais.
Fazer música é sempre maravilhoso.
Largado aqui por Pedro às
21:54
Rabisque suas palavras:
Sexta-feira, Junho 24, 2005
Frase do dia:
Chuta que é macumba!
Largado aqui por Pedro às
11:57
Rabisque suas palavras:
Quinta-feira, Junho 23, 2005
Upgrade
Já troquei meu walk-man por um mp3 player com rádio (made in China, de acordo com minhas posses, mas funciona). Agora falta evoluir de 256 MB para 1 giga, do Pentium para o Athlon, do wireless comum (existente só no meu celular e não uso) para o Bluetooth, da gasolina genérica do posto da 208 Norte para a aditivada, e do poeta de meia-tigela para um respeitável discípulo de Pessoa.
Upgrades para mim são grandes acontecimentos porque aparecem só de tempos em tempos, como o Papai Noel. Aliás, a sensação que chega é quase a mesma: sinto-me como uma criança no Natal. Na minha casa sempre teve um quê meio avesso às inovações tecnológicas -- com exceção única do computador, ofício do meu pai -- tanto que demoramos para ter um forno de microondas, por exemplo. Quando ele chegou lá em casa, na época em que eu estava no colegial, os filhos da casa comemoraram (literalmente) com emoção a chegada da família a 1991 com uns sete anos de atraso. E daí para frente foi só ladeira abaixo, já que a tecnologia went skyrocket *. Tanto que agora sou o primeiro da família a ter um aparelho com memória flash, que não precisa de energia para guardar dados e leva o equivalente a 5 CDs de música (que também demoraram para estrear lá em casa) numa caixinha do tamanho de um isqueiro.
Pelo menos agora eu tenho, muito mal e porcamente, alguma música no meu carro.
* Os não-anglófonos que me perdoem, mas essa é uma das poucas expressões do inglês que eu realmente pago pau. Não dá pra falar que "a tecnologia disparou como um foguete subindo direto para o céu."
Largado aqui por Pedro às
17:55
Rabisque suas palavras:
Domingo, Junho 19, 2005
Sem celular, sem ligações. Sem beijinhos de olá, abraços, carinhos no olhar. Sem conversa boa jogada fora, sem lanche com os amigos, sem pernas pro ar. Sem arrumações, sem anotações, sem cálculos das contas no mês. Quase sem música (essa não pode faltar), sem fotos, sem câmera. Sem jeito para faltar compromissos. Sem memória. Sem noção.
Eu, só eu. Estando apenas, apenas.
What does not kill us make us stronger.
Largado aqui por Pedro às
22:18
Rabisque suas palavras:
Há poucas coisas na vida melhores do que pão-de-ló com geléia de ameixa e café quentinho.
Largado aqui por Pedro às
13:13
Rabisque suas palavras:
Sexta-feira, Junho 17, 2005
Pensei, decidi, voltei atrás, pensei de novo, decidi de vez. Peguei o celular. Conferi o número. Liguei.
"Celular desabilitado. Ligue um-quatro-zero-quatro."
Como assim? Conferi o número de novo, outras fontes. Disquei de novo.
"Celular desabilitado. Ligue um-quatro-zero-quatro."
Porra, será que é o meu? Afinal, 1404 é Brasil Telecom. Carreguei o crédito hoje, que expirava hoje. Peguei o fixo. Disquei.
"Celular desab..."
...
Tô falando, é caveira de burro mesmo. Acho que vou plantar uma arruda no meu jardim.
* * * *
- Ficou muito legal essa foto. Pena que a sua mãe saiu com o olho fechado.
- Essa aí é minha esposa.
Largado aqui por Pedro às
09:19
Rabisque suas palavras:
Quinta-feira, Junho 16, 2005
Pensamento do dia:
O que é um peido para quem já tá cagado?
Largado aqui por Pedro às
15:14
Rabisque suas palavras:
Estava trabalhando traqüilamente no meu computador quando ouvi um pífano tocando lá embaixo, na rua. O som do baião ecoava nos prédios do SAS. Cheguei na janela e vi, nove andares pra baixo, um vendedor de pífano, de chapéu e tudo, tocando na portaria do prédio. Desci quase correndo. "Boa tarde, meu amigo! Qual o seu nome?". "É Zé do Pífano". "O meu é Pedro. Quanto é o pífano?". "Ih, rapaz, tem de 10, de 15, de 20, de 30... só escolher. Você gosta de doce? Tenho doce, travesso, de fenda também." Escolhi um travesso, com o som razoável, o bambu bem curtido. Paguei o pernambucano e subi depressa, pra não perder muito trabalho. Agora, levo um presente pra casa, e a basca na minha sala aprendeu mais uma coisinha sobre o Brasil.
Às vezes sou impulsivo com as coisas mais estranhas.
Largado aqui por Pedro às
09:54
Rabisque suas palavras:
Quarta-feira, Junho 15, 2005
Pensamento do dia:
Criança pequena sem dente é bonitinha. Gente velha sem dente é medonho.
Largado aqui por Pedro às
08:53
Rabisque suas palavras:
Há uns dias li críticas ao manifesto Temos fome de literatura, feito por autores, livreiros e editores para pedir ajuda do Governo Federal para divulgação de obras literárias (tô exagerando no eufemismo aqui). Segundo os críticos, um dos muitos exemplos de intenções boas com ações excusas no nosso país.
Uma das críticas reproduziu um trecho de uma entrevista de Faulkner, escritor americano do começo do século XX (entendi que as palavras são dele):
"O escritor não precisa de liberdade econômica. Tudo de que precisa é de lápis e papel. Eu nunca soube que algo bom em literatura tivesse se originado da aceitação de uma oferta gratuita de dinheiro. O bom escritor nunca pede auxílio a uma instituição cultural. Está ocupado demais escrevendo alguma coisa. Se não é um escritor de primeira classe, ilude-se dizendo que não tem tempo ou liberdade econômica. Pode surgir arte boa de assaltantes, contrabandistas ou ladrões de cavalos. As pessoas na verdade têm medo de descobrir que podem suportar muita adversidade e pobreza. Têm medo de descobrir que são mais resistentes do que pensam. Nada pode destruir o bom escritor. A única coisa que pode alterar o bom escritor é a morte."
Isso me animou um pouquinho.
Largado aqui por Pedro às
08:53
Rabisque suas palavras:
Segunda-feira, Junho 13, 2005
Deu-me dois exemplos, hoje, o amor. O amor de Deus, o amor ao próximo, que são um e o mesmo amor. Carinhos sem resposta, duas vezes, que também são amor. Deveria o pastor ficar chateado quando uma de suas ovelhas não se vira quando ouve sua voz?
"Eu sou o bom pastor. Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. (...) As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e elas me seguem."
Eu sou o pastor leviano. As ovelhas talvez ouçam a minha voz, eu posso falhar em chamá-las, eu as desprezo sem querer, perdido nas leviandades. Mas continuo amando porque não posso evitar.
É, amar é uma cruz...
Largado aqui por Pedro às
18:02
Rabisque suas palavras:
Ontem, feijoada e filme à noite, minha casa só depois da meia-noite e meia.
Anteontem, cinco horas de ensaio no coral, festa na casa do João com o Itamaraty inteiro no quintal e minha casa só depois das duas e meia.
Sexta-feira, trabalho até pouco mais de seis horas, cinco trocas de roupa, Área 51 e minha casa só depois da uma e meia.
E pior que eu não sei do que reclamo, com ou sem razão: da vida social ou das horas de sono.
Largado aqui por Pedro às
18:02
Rabisque suas palavras:
Hoje morreram em Portugal um poeta e um líder comunista.
Por enquanto, o comunista tá ganhando mais atenção do que o poeta. Nenhuma surpresa: geralmente o poeta é quem se fode, mesmo depois de morto.
Largado aqui por Pedro às
11:46
Rabisque suas palavras:
Sábado, Junho 11, 2005
Estou meio sem palavras. Deixemos o mestre:
O que ouviu os meus versos disse-me: que tem isso de novo?
Todos sabem que uma flor é uma flor e uma árvore é uma árvore.
Mas eu respondi: nem todos, ninguém.
Porque todos amam as flores por serem belas, e eu sou diferente.
E todos amam as árvores por serem verdes e darem sombra, mas eu não.
Eu amo as flores por serem flores, directamente.
Eu amo as árvores por serem árvores, sem meu pensamento.
(Alberto Caeiro, Poemas inconjuntos)
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Se estendo o braço, chego exactamente onde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não onde penso.
Só me posso sentar onde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra cousa,
E somos vadios do nosso corpo.
(idem)
Largado aqui por Pedro às
21:19
Rabisque suas palavras:
Quinta-feira, Junho 09, 2005
Observações sobre o comportamento dos playboys no trânsito de Brasília.
Aqui é habitat natural dos playboys, e dirigir mal é a principal atividade deles -- a porcentagem de morte de playboys por barbeiragens que eles fazem é muito pequena, sinal de sorte que dificilmente têm em qualquer outra atividade. É dirigir mal mesmo, porque gastar gasolina, tempo, pastilha de freio, embreagem e anos de vida pra ganhar dois minutos ou menos no trânsito não pode ser boa coisa.
Mas fiz uma pequena análise e cheguei à conclusão de que eles não querem ganhar tempo, nem nada: querem correr. A necessidade de correr é que gera as outras coisas: costuradas no trânsito, avanços no acostamento, cortadas pela direita, coladas no carro da frente, etc. Como aqui em Brasília as ruas são largas e planas, que corram e se arrebentem quando não há trânsito, foda-se, tô cagando e andando, um playboy a menos. O interessante mesmo é observar o comportamento deles no horário de pico, que é quando eles mais se dão mal, porque correm e correm, arriscam a vida, ficam putos e acabam atrás de mim, que continuei reto a 80 km/h no Eixão.
No horário de pico não adianta eles costurarem o trânsito porque sempre há carro na frente. Sempre. Então eles mudam de faixa e, como a Lei de Murphy é clara - "A outra fila sempre anda mais rápido" - eles ficam para trás. Aí mudam de novo, piscam farol, freiam, mudam de faixa, aceleram e freiam de novo. Uma vez ultrapassei sem sair da minha posição um Golf rebaixado, todo tunado, quatro vezes entre a 10 e a 4 no Eixão. Para um playboy, ser ultrapassado por um Gol 1.0 é o mesmo que broxar. Não duvido, já que passarm tudo para o carro mesmo, inclusive a virilidade. E ele não pôde evitar: as outras duas faixas estavam ocupadas, mais lentas para ele.
Aí eu gosto de brincar com a paciência deles. Não sou nenhum mané que anda abaixo da velocidade na faixa da esquerda, mas eu não facilito pra playboy. Se eu to na faixa mais rápida e vem um correndo atrás, emparelho com o carro do lado, aí não tem como eu dar passagem e piscar farol é inútil. Assim obrigo o play a ir pra faixa lenta, ultrapassar o carro do meio pela direita e encontrar outro mais lento, que vai deixar o play pra trás. Fera...
Isso é serviço de utilidade pública. Facilite o trânsito, dê passagem, evite correr, ligue seta, ultrapasse que nem gente (e não como aqueles macacos dando golpe de direção), não seja roda presa. E o mais importante: emputeça um playboy e construa uma sociedade melhor.
Largado aqui por Pedro às
17:38
Rabisque suas palavras:
Ganhei meu nome na porta da minha sala! Uhúú!
Tá lá há mais de uma semana, mas só percebi ontem. Isso é que é ser lerdo...
Largado aqui por Pedro às
17:18
Rabisque suas palavras:
Quarta-feira, Junho 08, 2005
A semelhança não é acidental.
Dica para saber quem é quem: em South Park não há canjica
Largado aqui por Pedro às
08:41
Rabisque suas palavras:
Terça-feira, Junho 07, 2005
Meu nick no msn de hoje, até segunda ordem:
Pedro: já tive mais sorte com FORRÓ do que com poesia... (suspiro)
* * * *
Algumas pessoas me fizeram comentários sobre a tirinha de baixo, citaram Castro Alves, Vinícius de Moraes e Chico Buarque. Há sérias retificações a se fazer:
- NUNCA ouvi falar da fama de pegador de Castro Alves.
- Vinícius de Moraes era um boêmio carioca, a última ajuda que ele precisava nesse campo era a poesia.
- Conheço homens que dariam pro Chico (heterossexuais, antes que finjam surpresa). Aliás, a Malvados tem umas duas tirinhas sobre isso.
Pois então. Continuo achando que Neruda e Hesse mentiram. Pessoa não. Pelo menos nesse campo ele era um sensato.
* * * *
O link para o Cineabrantes está aí ao lado. De fotologs novos e do Coro Laugi de Brasília também. Enjoy.
Largado aqui por Pedro às
09:08
Rabisque suas palavras:
Sábado, Junho 04, 2005
Dia de desilusão frustrada.
É. Reality "shock".
Largado aqui por Pedro às
20:03
Rabisque suas palavras:
Quinta-feira, Junho 02, 2005
Pedro South Park Oasis Hair 2005 Winter Edition
Largado aqui por Pedro às
17:01
Rabisque suas palavras:
Ficou um pouco frio aqui em Brasília, e eu estou me sentindo um british college lad com o suéter por cima da camisa e gravata, além desse cabelo Oasis. Só falta eu ficar branquelo.
* * * *
Ah! Começou a temporada de festas juninas! Adoro festas juninas, especialmente três coisas encontradas nelas: comida, quadrilha e mulheres com roupa de frio.
Legal foi tentar explicar as comidas típicas para nossa colega basca. Comparei canjica com arroz-doce (bem comum na Espanha) e quentão com vinho quente -- essa pode parecer óbvia, mas foi essencial para entender como funciona juntar pinga com melado, canela e gengibre. A experiência da colega na Alemanha, onde o vinho quente é muito comum, ajudou. Agora, descrever o que é um pé-de-moleque foi uma aventura e tanto, nem sei como consegui (se é que consegui).
A quadrilha é matéria pra outro post...
Mulheres com roupa de frio dispensam muitas palavras. Cachecóis, echarpes e xales; botas, meias-arrastão, saias compridas de couro ou de um tecido grosso; jaquetas, casacos, sobretudos amarrados, soltos, justinhos; golas rolê, botões, zíperes; cabelões soltos por baixo de toucas de lã. É, esquenta só de olhar.
Largado aqui por Pedro às
17:01
Rabisque suas palavras:
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Pedro Gontijo / Cabelo / Ex-Cabelo / in a bebop jam session etc.
E-mail | MSN:
pedrogmenezes@hotmail.com
(pode escrever, só recebo spam mesmo. Agora,
avise antes de adicionar no MSN)
Três poemas para serem lidos juntos (em pdf):
Duas séries de poemas preparadas com um título quase plagiado:
||Os poemas estão em html!||
O agridoce de décadas e oportunidades passadas
A quem ser fiel: mulher, filhos ou animais de
estimação?
Curtinho: cafuné, amores
e finais
Um texto sobre a morte, bem
mais leve que a própria
Ensaio de uma página sobre a cidade
Três contículos sobre um suposto encontro entre Luis Fernando Veríssimo e
eu. Uma "obra prima"!
||Os textos estão em
formato .pdf e devem ser abertos com Acrobat Reader||
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