Moxico: Município dos Bundas cria condições para recepção dos refugiados angolanos
Luena, 30/8 - O administrador municipal dos Bundas, Júlio Kuando, assegurou hoje, no Lumbala-Nguimbo, estarem criadas as condições logísticas para o acolhimento e acomodação de compatriotas refugiados na República da Zâmbia.
Para o efeito, o governo provincial enviou à sede municipal dos Bundas (Lumbala-Nguimbo) mais de 10 toneladas de produtos alimentares diversos, instrumentos agrícolas, tendas, bem como foi reabilitado o centro de passagem. [...]
Tenho este DVD do acústico da banda The Corrs gravado em 1999 na Irlanda. São quatro irmãos, as mulheres todas bonitas (eu não vou falar do Jim), a música muito bem feita e tocada. Conheci The Corrs naquele mesmo ano, apresentada por uma amiga da Escola de Música. Lembro-me de prestar atenção nos arranjos, nos temas musicais, no tipo de harmonia que usam, em como os instrumentos se complementam, tudo discutido com ela com sorrisos.
As músicas são meio melosas, eu sei. As letras, muitas com aquele happy-mantra estilo "everything is gonna be alright", são breguinhas, também sei. Mas tocam bem, têm uma musicalidade excelente e conseguem trabalhar o folk irlandês como não vejo em outras bandas conhecidas. E as mulheres são bonitas.
Andrea Corr está fenomenal neste acústico. Basta ela cantar com aquela voz, de olhos fechados, segurando os cabelos negros para trás e chegando pertinho do microfone para eu me estatelar na frente da TV e dizer "Andrea, pelamordedeus, casa comigo por favor!"
Vejam esta propaganda da Birra Moretti com uma boa idéia para tirar a mulher da sala. By the way, já tomei dessa cerveja, é boazinha. Mas nada como uma Guinness...
* * *
Em tempo: não estou apaixonado, pelo menos não desse jeito. É difícil de explicar... algumas vezes minha vida é um suspiro só. Mas passa, ainda bem.
"Ogni tuo sguardo ha un senso, un colore, un profumo, e l'intensità di un tramonto sull'oceano. Ti adoro per questo, essenza della mia dolce follia."
"Todo olhar teu possui um sentido, uma cor, um perfume e a intensidade de um pôr-do-sol sobre o oceano. Te adoro por isso, essência da minha doce fantasia."
Tinha muito tempo que não escrevia (no sentido lírico da coisa).
Perco carinho,
palavras erram.
Luto sem forças
porque sozinho
ao fim me entregam.
Quero ser grande,
ficar maior
que a pequenez
porque só vivo,
porque espero,
esmero doce
o bem-querer.
Fico somente,
fico ficando,
fosse contente,
fosse sem sono,
fosse sem nada,
fico.
Carinhos, os perco
por gostar tanto,
dulcíssimos, ofuscado,
estupefato por o serem, assim, tão eles.
E os vejo só
e os amo só
porque só
amo.
Alguém aí tem uma versão bilíngüe da Divina Comédia, de Dante? É que estou achando que alguma coisa se perdeu na tradução. Quero conferir no original se o sétimo círculo do inferno se chama "Detran".
Heidi Klum. Ela, indescritível, é quem encabeça a lista das 25 modelos mais lindas do mundo pelo site models.com, seguida por não menos que Gisele Bündchen. E a lista tem muitas, muitas brasileiras.
"É brasileira a modelo do futuro, destinada a dominar capas de revista e o mercado, imagens e propagandas, televisão, cinema e passarelas", diz o La Repubblica, encantado. E depois lamenta: "entre as top 25 não há nem o traço de uma italiana". Como assim?!
Poxa, uma das capitais mundiais da moda é Milão. E todas as modelos mais bonitas que desfilam lá são de fora? Não é possível que não haja pelo menos uma, umazinha italiana entre as tantas belas que tive o prazer de testemunhar que chegasse perto de, digamos, Adriana Lima. É claro que prefiro as brasileiras. Mas tem algo errado aí, muito errado.
Ahh café... estou redescobrindo o café, cujo consumo havia cortado drasticamente. No escritório eu parava pelo menos 4 vezes por dia pra tomar café. Resolvi usar uma caneca pequenininha para diminuir o volume ingerido. Mas agora, por alguma razão, voltei a tomar bastante e com gosto. Espero que o vício não volte também.
Na Itália não deve existir a palavra café, simplesmente. Os italianos nunca pedem só café. É um subjetivo que pede pelo menos dois adjetivos, às vezes tão importantes que dispensam o subjetivo. Lá você não pede "um cafezinho, por favor", mas um "cioccolato fiorentino più grande!", ou um "tedesco forte macchiato poca schiuma!", todos com ponto de exclamação e gritando. É uma experiência interessante, como da primeira vez que almocei lá numa lanchonete que poderia ser muito bem de uma esquina no centro de São Paulo: foi depois de fazer meu pedido, quando o atendente berrou pro homem da chapa "Giovanni! Uno medaglione con prosciutto per quello ragazzo brasiliano!", é que tive certeza que estava na Itália.
Qualquer que seja a forma e o lugar, café é muito bom.
* Para quem não é de Brasília, "Café Itália" era pra ser um lugar de massas na Asa Norte que acabou se transformando num buteco. Não tem nada de café e muito menos de Itália.
Tive um sonho que não me lembro muito bem o que aconteceu, a não ser que estava na Feira do Paraguai e fui a uma barraquinha perto da saída. Era mais um guichê de escambo do que uma barraca típica da feira, e não sei por que cargas d'água entreguei meu celular para a atendente junto com um punhado de dinheiro. O meu celular é um Sony Ericsson T-não-sei-das-quantas até bom, embora impacientemente lento. A mulher me deu, em troca, um Nokia velho bem usado, muito parecido com meu aparelho antigo, e só. Obviamente um negócio de trouxa.
Saí dando um sorrizinho amarelo pra atendente e comecei a caminhar pelo estacionamento. Não deu pra saber se estava acompanhado ou não, era como se algum amigo ou amiga estivesse lá falando comigo, mas eu não me virava para olhar. Examinava o celular velho que tinha nas mãos, o teclado gasto quase sem números, a capa lisa e sebosa de tanto levar ao ouvido. Pensei na merda que havia feito. No meio do estacionamento mudo de idéia e volto para o guichê, pedindo meu celular de volta. Entrego o Nokia velho e ela me devolve o Sony Ericsson e o dinheiro sem pestanejar, sorrindo com uma cara de "puxa, quase te enganei". Estranho.
Pouco depois eu acordo, sem despertador, às seis e quinze da manhã.
Ammonisco ed esorto nel Signore Gesú Cristo tutte le mie sorelle, presenti e future, che si studino sempre di imitare la via della santa semplicità, dell'umiltà e della povertà, ed anche l'onestà di quella santa vita, che ci fu insegnata dal beato padre nostro Francesco fin dal principio della nostra conversione a Cristo.
A Tina e a Luana têm de voltar a Brasília logo. Como eu disse pro Luis, depois que entrei no cursinho os meus fins-de-semana estão mais preciosos, pois vou precisar de mais descanso. Agora é assim, vou planejar uma esculhambação por semana, senão não agüento.
* * * *
Estou é com saudades da Lia. Ela pode reclamar que não falo dela no meu blog, que eu só fico filosofando aqui (apesar de esse ser o objetivo do blog, e não de publicar na internet como foi meu dia), que eu sei que é só marrentice. Birra mesmo.
Só porque sacaneei uma vez quando ela disse estar com saudades de mim no dia seguinte (ou 2 dias depois, sei lá) ao me ver, ela não fala mais em saudades. Mas eu to me lixando. Estou com saudades mesmo e vou tentar não sumir.
Beijos e beijos pra você, moça. Agora vê se depois dessa visita meu blog! =D
* * * *
Viram só? Eu também consigo escrever sobre as pessoas...
Eu odeio palhaço de sinal. Talvez mais do que cartórios.
O palhaço normalmente é um idiota de cara pintada. O único que respeito é o Carequinha -- Deus o tenha -- por conta da minha infância. O palhaço de sinal é um idiota que acha que vou dar dinheiro pra ele só porque está com a cara pintada.
Eu não sou rancoroso. Talvez reclamão às vezes, mas nunca rancoroso. Os palhaços de sinal devem achar que sou o executivo mais mal-humorado e estressado do mundo, de janelas fechadas e gravata apesar do calor, pela cara que eu devo fazer quando eles chegam perto do meu carro. Eu assusto os palhaços de sinal. Mas eles sempre voltam.
Acho que vou colar um adesivo com os dizeres "Chuck Norris odeia palhaços de sinal", quem sabe com a explicação "Já viu um deles pedir dinheiro a Chuck Norris?", no pára-brisa do carro.
Palavras? antes musas
A suave mística de estar sem ser
fingir sem que seja preciso
errar sem ter ao menos necessidade
senão a de errar.
Errar? antes amar
Que não é senão errar sem medo
servir sem senhorio
andar pela cidade (ou pelas minas, planaltos)
apenas pelo prazer de andar.
Eu gosto de palavras que têm dois significados, podendo assumir um ou outro dependendo de quem lê. Preciso é uma delas, imortalizada nos versos de Camões por serem verdade, já que viver não é preciso, ao contrário do ofício em nossa vida.
Errar é outra, mais ainda se falamos de errar sem medo. O erro geralmente é ruim, mas errar sem medo parece diminuir o prejuízo. Ser errante sem medo, mais ainda: é ter coragem e força, porém sem a rudeza que se lhe tira a serenidade.
Alguns oxímoros, sem exagero, também me fascinam. "Servir sem senhorio" não é bem um oxímoro, mas quase: é estar pronto, doar-se sem perguntar-se por quê. É errar sem medo.
Amar não é senão errar sem medo. Deixar-se. Desapegar-se. É difícil fazer isso no dia-a-dia, mas por algum ocaso acontece do nada, no meio do trânsito, no trabalho, entre as linhas de um blog. Uma vontade inexplicável de sentar-se a ver um filme com alguém. A figura de um colo.
Quinta: Uma amiga minha do trabalho é filha de um presidenciável. Passeando na quinta-feira no Conjunto Nacional (tá, não foi bem passeio, eu tinha coisa pra comprar), achei um presente perfeito para o dia dos pais. Quase comprei pra ela. Era uma caneca com a frase "Eu voto no meu pai pra presidente" =)
Sexta: Assisti Closer (eu me recuso a escrever aquele subtítulo idiota). Muito bom. O Luiz deu uma definição ótima, apesar de dar ao filme uma imagem que não foi bem a que tive: "Closer é mais ou menos assim: se você se apaixona, você se fode".
Sábado: Casamento ontem, muita comida. Chega fiquei triste depois do sorvete de creme com morango, chantilly com raspa de limão e calda de framboesa.
Domingo: Eu pensei em desabafar algo de espiritualidade, mas para isso tenho meu diário espiritual. De qualquer forma, apenas gostaria de dizer como é frustrante ter de perguntar "Estás comigo?", mas também como é bom sorrir sozinho como resposta.
Puxa, que dificuldade para escrever agora. Às vezes só quero silêncio, não do ambiente, mas das pessoas. As pessoas falam demais, pelamordedeus.
Ares
do viajante Andarilho que se senta...
Não apague, minha menina...
Sabe por que ela...
Dos mil sonhos possíveis...
Pouco me basta saudade...
Aquele que caminha...